Bienal de Cerveira ultrapassa fronteiras com curadoria de Fátima Lambert em Vigo
Bienal de Cerveira ultrapassa fronteiras com curadoria de Fátima Lambert em Vigo
"Toda a criação artística se alimenta de detalhes susceptíveis de serem identificados e absorvidos pelos espectadores". Esta é a proposta da exposição "Arqueologia do Detalhe", da curadora Fátima Lambert apresentada na Casa das Artes, em Vigo. Realizada no âmbito da 16ª Bienal de Cerveira, a mostra ultrapassa fronteiras e reúne sete artistas em cuja obra o detalhe é quase uma condição.
São peças compostas por diferentes elementos mas que "funcionam como um todo" e, embora se fale em detalhes com uma dimensão "quase liliputiana, são "extremamente significantes em termos simbólicos", explica a curadora da exposição, Fátima Lambert. Os portugueses Albuquerque Mendes, Baltazar Torres, Catarina Leitão, Graça Pereira Coutinho, Luís Nobre, Vasco Araújo e o argentino Alejandro Somaschini, são os artistas e apresentam várias linguagens e tendências. O denominador comum é o - de arquivo, memória, catalogação (…), e a abordagem instalativa.
Os trabalhos, adaptados e criados para o espaço, pretendem "alertar o público em geral de que nem sempre o que tem maior impacto é o mais importante", sustenta a curadora. Definindo a Bienal de Cerveira como um evento muito complexo, passível de "gerar interacções", a professora da Escola Superior de Educação/Instituto Politécnico do Porto afirmou ainda que esta exposição, inaugurada a 20 de Julho e patente até ao dia 17 de Setembro, dá visibilidade a este projecto que "ultrapassa fronteiras".



